segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Os ritmos e o movimento da população


Para refletir


Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema "A segregação socioespacial e a exclusão social".

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Saiba mais...


http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/11/rompimento-de-barragens-em-mariana-perguntas-e-respostas.html

http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2015/11/17/cientistas-criam-grupo-para-analises-independentes-da-tragedia-em-mariana.htm

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/11/1706510-tragedia-em-minas-gerais-deve-secar-rios-e-criar-deserto-de-lama.shtml

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/11/rompimento-de-barragens-em-mariana-perguntas-e-respostas.html

http://veja.abril.com.br/complemento/brasil/para-que-nao-se-repita/

https://br.noticias.yahoo.com/samarco-admite-risco-de-rompimento-das-barragens-de-germano-e-santar%C3%A9m-173450173.html





Para refletir


Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema "As variações de escala geográfica dos impactos ambientais".

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A História dos Direitos Humanos


As correntes de povoamento do Brasil e da Argentina

Vamos construir o conceito de for­mação territorial por meio da análise do processo de povoamento e valorização do espaço brasileiro e do argentino. Os países e seus territórios resultam de processos históricos, muitas vezes, bastante diferentes entre si. O Brasil é o único tributário do domínio português sobre grandes extensões de terras situadas na América; a Argentina, por seu turno, nasceu da desagregação do vasto império espanhol na América. Os vetores de apropriação e valorização de ambos os territórios são expres­sões dessa diferença crucial.

Começaremos pelos dados relativos à densidade demográfica do Brasil e da Argentina.


Den­sidade demográfica é a medida do grau de concentração populacional em deter­minada área, dada pelo quociente entre a po­pulação absoluta e a sua extensão territorial.

densidade demográfica = população absoluta dividida pela área


Dividindo-se a po­pulação brasileira (183.987.291 habitantes em 2007) pela extensão territorial do país (8.514.877 km2), obtemos uma densidade demográfica média de 21,6 hab./km2, relativamente baixa para os padrões mundiais. A população brasileira não é uniformemente distribuída pelo território do país.
Roraima é a úni­ca Unidade da Federação com densidade demo­gráfica inferior a 2 hab./km2, em 2007, enquanto Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo e Alagoas apresentam densidades demográficas superiores a 100 hab./km2 no mesmo ano. A elevada densidade demográfica do Distrito Federal é relativamente fácil de explicar, já que ele ocupa uma área relativamente pequena. Os Estados da Região Norte apresentam densidades demo­gráficas bastante inferiores à média nacional. É importante também destacar que, no Brasil, as maiores densidades demográficas estão lo­calizadas nas proximidades do litoral, devido à história de povoamento do país. Como se sabe, a colonização portuguesa priorizou principal­mente a exploração da faixa litorânea, gerando uma apropriação esparsa e desigual do interior.

Os movimentos colonizadores no século XVI

Desde 1549, a América Portuguesa dispunha de um governador-geral nomeado pelo rei, que rece­bia poderes de fiscalização e defesa sobre o conjunto do território colonial lusitano da América. No caso da América Hispâ­nica, a administração foi descentralizada desde o início, e as possessões coloniais di­vididas em vice-reinados e capitanias. O nú­cleo da colonização espanhola era formado pelas principais áreas andinas de minera­ção, situadas no Peru e no Alto Peru (em especial Potosí, atual Bolívia). O porto de Buenos Aires, no estuário do Rio da Prata, funcionava como elo entre as zonas minei­ras andinas e os mercados europeus, escoan­do principalmente a prata contrabandeada para a Inglaterra e para a Holanda e rece­bendo, destes países, manufaturas que tam­bém penetravam ilegalmente nas possessões coloniais espanholas.
Na América Portuguesa, todas as rotas de co­lonização tinham início no litoral atlântico, enquanto na América Hispânica existiam fluxos importantes nas duas direções: do Atlântico para as regiões mineradoras e das regiões mineradoras para o Atlântico.

O povoamento no século XIX e suas consequências 

A Argentina proclamou sua independência em 1816, e o Brasil, em 1822. No momento da independência, nenhum dos dois países tinha se apropriado efetivamente de seus territórios. Na Argentina, apenas um terço do território era ocu­pado pelos herdeiros dos colonizadores, a maior parte ainda estava sob controle das populações indígenas, com as quais o país interdependente mantinha relações conflituosas. A capital, Buenos Aires, centralizava as relações comerciais do país com o exterior, pois era o único porto internacio­nal. No Brasil, as áreas povoadas pelos herdeiros dos colonizadores portugueses equivaliam a cer­ca de metade do território, mas já existiam diver­sas cidades portuárias importantes, como Rio de Janeiro, Recife e Salvador. No Brasil, as maiores densidades demográficas estão localizadas nas proximidades do litoral, enquanto na Argentina, apesar da for­te concentração populacional na capital, Buenos Aires (onde vive cerca de um terço da população do país), existem manchas significativas de maio­res densidades demográficas situadas na porção central e oriental do território.
O território luso-brasileiro foi ocupado da costa para o interior, o que conferiu ao Brasil um caráter de povoamento predominantemente litorâneo e certa continuidade espacial. A Argentina, por sua vez, foi ocu­pada a partir de seus extremos, o Noroeste e o Rio da Prata, e de um movimento colonizador secundário a partir do Oeste.

 CORRENTES DE POVOAMENTO DO BRASIL

Quando os portugueses se encontravam no Brasil, tinham como principal objetivo explorar os recursos naturais existentes no interior do país. Com base nessa afirmação, fica claro o desprovimento de interesse em povoar o novo território. Isso favoreceu o não surgimento de centros urbanos (cidades) de relevância, com exceção de algumas vilas e cidades de pequeno porte que emergiram na costa nordeste do Brasil, além de toda produção agropecuária que formou ao redor. 


No século XVI o principal produto brasileiro era o açúcar, fato que favorecia a ocupação somente da faixa litorânea do país, uma vez que o escoamento da produção se dava por meio do oceano Atlântico. Com o cultivo da cana-de-açúcar, fez-se necessária a expansão das fronteiras agrícolas. Diante do fato, as policulturas foram cultivadas em áreas mais interioranas para dar lugar à produção monocultora. 


Cem anos depois, entre os séculos XVII e XIII, houve o período denominado de aurífero, no qual as caravanas se voltaram para o interior do Brasil em busca de pedras preciosas como ouro e diamante, por exemplo. Nesse momento, foram desbravados territórios que correspondem hoje aos estados de Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais. As cidades que surgiam por causa da extração mineral promoviam certa aglomeração, no entanto, logo após os minérios se esgotarem, as mesmas ficavam praticamente desertas. 


Um século depois, após iniciativas do governo para ocupar a área e impedir que a mesma fosse invadida por um dos países vizinhos, a região Sul foi povoada por imigrantes. No século XIX, o produto de grande expressão para o país deixou de ser a cana-de-açúcar e passou a ser o café, fato que proporcionou o povoamento do estado de São Paulo e o norte do Paraná. Com o declínio do café, o capital gerado pelo produto migrou para a produção industrial, especialmente na região sudeste. A partir daí, houve um elevado desenvolvimento das ferrovias. Mais tarde, com a instalação da indústria automobilística, ocorreu a construção de rodovias, favorecendo ainda mais o povoamento do país. 


Esses foram os principais momentos da urbanização brasileira, apesar de que os fatos históricos apresentados foram sintetizados com o objetivo de dinamizar o estudo geo-histórico do Brasil.



CORRENTES DE POVOAMENTO DA ARGENTINA


O território que hoje constitui a República Argentina foi descoberto, explorado e colonizado pela coroa espanhola, mas nem todas suas regiões foram colonizadas por homens que chegaram diretamente da Espanha. Como nosso solo estava num extremo do território sobre o qual avançava a conquista, grande parte dos colonizadores vieram de outros povoamentos. 


Desde o século XVI até 1810 se desenvolveram sobre o território argentino três ondas imigratórias:


• Onda Imigratória do leste: vinha diretamente da Espanha, chegou através do Rio da Prata e do Paraná. Foi encarregada da fundação de cidades como Buenos Aires, Assunção do Paraguai, Santa Fe, Corrientes e Paraná.


• Onda Imigratória do Norte: descia do Peru e atravessava a Quebrada de Humahuaca, dando origem às cidades de: Santiago do Estero, San Miguel de Tucumán, Córdoba, Salta, San Fernando do Valle de Catamarca, La Rioja e San Salvador de Jujuy. Caracterizou–se por um desenvolvimento urbano e cultural com povoamento e crescimento econômico.


• Onda Imigratória do Oeste: Sua chegada a partir do Chile deu início ao nascimento de cidades como Mendoza, San Juan e San Luis. 


Em 1700 havia no Vice–Reino do Rio da Prata uns 2.500 europeus. No princípio de 1810 eram apenas uns 6.000, de um total de população de 700.000 habitantes no atual território nacional. Diferentemente do processo de conquista desenvolvido pelos britânicos nos Estados Unidos, baseado no estabelecimento de colônias agrícolas, os espanhóis tiveram tendência à colonização urbana e deixaram territórios sem ocupar como Chaco, Patagônia e a Pampa, o que incidiu no desenvolvimento demográfico de forma determinante. 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A história do mundo


Atividade

1) Elaborar um relatório.

OBS: Deverá ser enviado via e-mail, especificado pelo professor.

O encontro do século


Atividade

1) Elaborar um relatório:

OBS: Deverá ser enviado via e-mail, especificado pelo professor.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

"Filosofia Política" 


O ESTADO

Etimologicamente, Estado remonta o latim status, “estar firme”, significando, segundo o Cientista político Dalmo de Abreu Dallari, “situação permanente de convivência e ligada à sociedade política”.

Uma das definições do Estado mais conhecidas foi formulada pelo pensador alemão Max Weber:

“Estado é a instituição política que, dirigida por um governo soberano, reivindica o monopólio do uso legítimo da força física em determinado território, subordinando os membros da sociedade que nele vivem.”
(WEBER, Max. Ciência e Política) 


POR QUE SURGIU O ESTADO?

Para a maioria dos pensadores que se dedicaram ao tema, o Estado nem sempre existiu. Sabe-se que muitas sociedades ao longo dos tempos organizaram-se sem ele, não havendo funções políticas formalmente organizadas.
No entanto, é característica das sociedades modernas e pós-modernas a divisão social do trabalho, e, com isso, o exercício do poder político por um grupo específico de cidadãos, os quais compõem o que chamamos governo. Pensadores como Maquiavel e Hobbes deram início, na Idade Moderna, a uma ciência política que desenvolveu extensa produção teórica sobre o poder do Estado e sua função.
Na evolução histórica do pensamento político os pensadores ofereceram várias respostas para a questão do Estado.


A FUNÇÃO DO ESTADO

Na filosofia política contemporânea destacaram-se, basicamente, duas correntes que formularam uma resposta para essa questão.

▪ Corrente liberal: De acordo com o pensamento liberal, a função elementar do Estado deve ser a mediação dos conflitos entre os indivíduos e entre os grupos sociais. O ideal a ser perseguido pela organização estatal seria, portanto, harmonizar as relações entre grupos cujos interesses se opõem, preservando os interesses do bem comum. Entre os principais representantes das concepções políticas do liberalismo vamos citar John Locke e Jean-Jacques Rousseau.

▪ Corrente marxista: O pensamento marxista não concebe a neutralidade “mediadora” propugnada pelos liberais. Segundo Karl Marx, o Estado é uma instituição a serviço dos interesses das classes dominantes. Sendo assim, a função elementar do Estado é garantir a manutenção das relações de dominação de uma classe sobre a(s) outra(s). Seu papel, fundamentalmente, consiste em proteger a propriedade e reproduzir as relações de produção de uma sociedade.


SOCIEDADE X ESTADO

Definimos como sociedade civil todo o campo das relações sociais desenvolvidas fora do poder institucional do Estado. Fazem, portanto, parte da sociedade civil, famílias, empresas, escolas, clubes, igrejas, movimentos sociais, associações profissionais, entre outras organizações.
O conflito de interesses entre membros da sociedade civil suscita constantemente a intervenção do Estado. Em nossa sociedade, a mediação entre a sociedade civil e o Estado é, ao menos em tese, estabelecida pelos partidos políticos, aos quais caberia captar as aspirações da sociedade civil e encaminhá-los para a esfera das decisões políticas do Estado.
Ao modo como o estado se relaciona com a sociedade civil podemos designar como regime político.

Conforme cada sociedade no espaço e no tempo, os regimes políticos podem se caracterizar como esquemas abertos ou fechados, de acordo com a menor ou maior participação da população nas questões do Estado. Hoje, costumamos designar, de modo geral, os regimes abertos como democracias e os regimes fechados como ditaduras. 



“Sobre a coerção não há muito o que dizer: sua apreensão é imediata, O Estado e seu gerente, o governo, a utilizam à exaustão: polícia, leis, decretos, censura, impostos, obrigações. Ela constitui efetivamente o atributo fundamental do poder, mediante o que se mantém a relação entre dominantes e dominados. A própria coerção, no entanto, não é exercida somente no amparo da força. Basta pensar na autoridade de um professor que coage seus alunos a prestarem exames. De onde tira seu poder? Em outras palavras, de onde o Estado tira a sua autoridade?” (Wolfgang Maar, O que é Política)


Para refletir

1) Relacionar o significado etimológico da palavra Estado, com a definição formulada por Max Weber:
2) A existência de um Estado é necessário? Justifique a sua resposta.
3) Apontar as divergências apresentadas pelas duas correntes formuladas  para responder a função do Estado.
4) Explicar o trecho destacado no assunto "Sociedade X Estado":
5) Relacionar a afirmação abaixo, com a conduta do Estado nos dias atuais:
" Sobre a coerção não há muito o que dizer: sua apreensão é imediata."

OBS: A folha de respostas, deverá ser enviada via e-mail, especificado pelo professor.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

"Só percebemos o valor da água, depois que a fonte secar."



QUESTÕES PARA REFLETIR

1) Estabelecer uma relação entre o HINO e a CARTA:
2) É possível identificar o consumismo ou o desenvolvimento sustentável, na sua resposta anterior? Justifique a sua resposta.


"Te faltar água é como faltar amor . Você não só sente saudades, mas se dá conta de que não pode viver sem ele."

Saiba mais...


 PARA  PRATICAR

1) Elaborar um relatório sobre a "vídeoaula", destacando a ação antrópca:

sábado, 8 de março de 2014

Divulgados dados das mudanças na sociedade brasileira



Divulgados dados das mudanças na sociedade brasileira 1
São Paulo e Rio de Janeiro já não têm o mesmo peso como grandes polos de atração do país. Em contrapartida, metrópoles emergentes como Brasília e Goiânia, destacam-se por apresentarem os maiores resultados no saldo migratório e na taxa líquida de migração. A informação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que divulgou nesta sexta-feira (28) o Atlas do Censo Demográfico 2010.
Segundo o estudo, em termos de distribuição regional da população, Sudeste, Nordeste e Sul continuam a apresentar os maiores percentuais com 42,13%, 27,83% e 14,36% do total, respectivamente, mas o Norte e o Centro-Oeste detêm as maiores taxas de crescimento populacional. Os padrões históricos de desigualdades regionais permanecem, entretanto, percebe-se, pelos indicadores socioeconômicos, a emergência da região Centro-Oeste.
Os mapas dizem respeito à distribuição espacial da população no mundo, com destaque para os indicadores relativos à densidade demográfica, urbanização e distribuição espacial das grandes cidades, enquanto fatores estratégicos do País no contexto internacional.
Fatores estratégicos situam Brasil frente ao mundo
Os mapas que possibilitam a comparação com outros países, em Brasil e o mundo – parte inicial do Atlas –, tangenciam a geopolítica contemporânea e evidenciam que até mesmo a projeção econômica do Brasil no processo de globalização atual tem como fundamento sua extensa base populacional e territorial. De acordo com a ONU, o Brasil ocupa a quinta posição no Planeta em termos de extensão territorial e de número de habitantes.
Municípios
Os mapas da Divisão político-administrativa do País fundamentam, em grande parte, a distribuição e a mobilidade da população no território brasileiro e ressaltam a evolução da malha municipal: ao longo do século XX, o número de municípios cresceu de 1.121, em 1900, para 1.890, cinquenta anos depois. Na última década, esse número passou de 5.507, em 2000, para 5.565 municípios em 2010. Dado o forte caráter descentralizador da Federação após a última Constituição Federal, a multiplicação das unidades de poder local constitui elemento intrínseco de compreensão da geografia da população brasileira, uma vez que a criação de um novo ente federativo constitui, em si, fator de interiorização de parcela da população brasileira.

População
Divulgados dados das mudanças na sociedade brasileiraOs censos brasileiros mostram que a população experimentou sucessivos aumentos em seu contingente, no período 1991-2010, tendo crescido 1,29 vezes, embora a velocidade do crescimento venha diminuindo progressivamente. Entre 1991/2010, a taxa média geométrica de crescimento anual passou de 1,64% entre 1991 e 2000, para 1,17% entre os censos de 2000 e 2010, refletindo a continuidade do processo de declínio da fecundidade no País
.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Qual é o sentido de estudar?




Na volta às aulas, quantas vezes já prometemos a nós mesmos que este ano vai ser diferente, que vamos nos dedicar aos estudos e passar sem sustos? Porém, na maioria dos casos, essa motivação acaba diminuindo ao longo dos meses. Como é possível manter o desejo pelo estudo ao longo do ano escolar? E afinal, estudar para quê?

Conhecimento hoje em dia é quase tudo! A sociedade procura pessoas que construam coisas, que sejam autônomas, capazes de conhecer, trabalhar, articular e contextualizar informações. Assim, cada vez mais se torna necessário estudar para se chegar a um conhecimento que continua com os desafios da sociedade  e do próprio projeto de vida.

Quem só repete informações está com a vida bastante comprometida na chamada sociedade do conhecimento, não conseguindo se diferenciar ou contribuir com as questões que a sociedade impõe. Mas estudar é completamente diferente de fazer tarefas escolares. Quando o estudante cai na rotina de apenas fazer tarefas, ele perde a oportunidade de estudar e aprender.

Autonomia e Liberdade


Há algum tempo, a ação de estudar era muito restrita à escola, à sala de aula, e a informação era limitada ao professor, ao que a escola legitimava. No entanto a sala de aula não é mais a mesma, ela é descentralizada. Hoje, com as tecnologias de informação e comunicação, o aluno pode acessar informações a qualquer momento. A internet é como uma biblioteca 24 horas, o que acaba ampliando as possibilidades de estudo.

Essa nova postura tem muito a ver com autonomia do sujeito em relação ao conhecimento. As escolas precisam, cada vez mais, desde cedo, investir nessa formação do sujeito autônomo, que a sociedade está demandando. Isso requer que dentro da própria família do aluno haja a compreensão sobre a importância de estudar, que faça parte de um projeto de vida.

O desafio de aprender


Houve uma pesquisa feita aos jovens nas escolas, em que se perguntava por que estavam ali. A resposta foi unânime: toda criança, todo jovem tem que estudar, pois ir à escola é uma obrigação. Esse resultado é preocupante, porque faltou nas respostas algo que demonstrasse uma compreensão da importância da escola, do aprendizado como um sentido na vida, relacionado ao próprio projeto de vida.

Quando o  projeto de vida não é claro, fica dificil ao  aluno entender por que é importante estudar e por que ele pode, autonomamente, buscar respostas para seus questionamentos cotidianos. E compreender que buscar essas respostas jamais deve se limitar à relação professor e aluno no espaço escolar e de sala de aula. Tal compreensão se dá nas relações, tanto na escola quanto na própria família.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Cidades do futuro: você gostaria de viver em uma cidade inteligente?


Com informações da BBC - 27/08/2013
Cidades do futuro: você gostaria de viver em uma cidade inteligente?
Por enquanto, as cidades inteligentes prometem mais mudanças no que você não vê do que naquilo que você vê.[Imagem: BBC]
Cidades inteligentes
Você gostaria de viver em uma cidade com a qual pode interagir? Uma cidade que age como um organismo vivo e que pode responder a suas necessidades?
Em todo o mundo essas cidades já estão sendo construídas, de Masdar, em Abu Dhabi e Iskandar, na Malásia, onde uma metrópole inteligente custará menos que a Copa do Mundo de 2014, até Portugal, onde uma cidade ecológica terá cérebro e sistema nervoso.
A boa notícia é que a cidade quase caótica onde você vive pode estar na fila para uma reformulação, recebendo alguns upgrades para se tornar mais esperta.
No futuro, tudo na cidade - do sistema elétrico, passando pelos esgotos até as estradas, edifícios e carros - estará conectado à rede. Edifícios apagarão as luzes por você, carros autoconduzidos encontrarão sozinhos a vaga de estacionamento, as lixeiras serão inteligentes e até as privadas serão ecológicas.
Mas quem irá monitorar e controlar os sensores que estarão cada vez mais em cada prédio, poste e cano da cidade? É esse o futuro que realmente queremos?
Empresas de tecnologia como a IBM, a Siemens, a Microsoft, a Intel e a Cisco estão ocupadas vendendo seus programas para resolver uma série de problemas das cidades, desde vazamentos de água até a poluição do ar e os engarrafamentos.
Em Cingapura, em Estocolmo e na Califórnia, a IBM coleta dados sobre o trânsito e os processa com algoritmos para prever onde acontecerão os engarrafamentos uma hora antes que eles comecem.
A japonesa Honda criou seu próprio sistema anticongestionamentos, também baseado nos carros.
Cidades do futuro: você gostaria de viver em uma cidade inteligente?
Cinco cidades europeias estão recebendo projetos-piloto de "ambientes inteligentes", que prometem nada menos do que Os conectar os mundos real e virtual. [Imagem: Mirko Presseer]
E os cidadãos?
Mas, enquanto encantam os apaixonados por tecnologia, as iniciativas de cidades inteligentes também são alvo de críticas pela forma como conduzem essa reestruturação das cidades.
"Algumas pessoas querem ajustar uma cidade como se faz com um carro de corrida, mas estão deixando os cidadãos fora do processo", diz Anthony Townsend,diretor do Instituto do Futuro e autor do livro "Cidades inteligentes: grandes dados, hackers cívicos e a busca por uma nova utopia", ainda não lançado no Brasil.
A IBM afirma que envolve os cidadãos em seus projetos de cidades inteligentes. Em Dublin, a empresa trabalhou com o governo local para abrir enormes quantidades de dados disponíveis sobre a cidade, o que deu origem a aplicativos como o ParkYa, que usa dados sobre o trânsito para ajudar as pessoas a encontrar as melhores vagas de estacionamento na cidade.
Na cidade de Dubuque, no Estado americano de Iowa - onde está desenvolvendo medidores de consumo de água inteligentes - a empresa forneceu os dados aos cidadãos por meio de um portal comunitário, para que eles possam checar seu consumo e compará-lo com o dos vizinhos.
"Precisamos construir cidades que se adaptem às necessidades dos (seus) cidadãos, mas antes não era possível porque não havia informação suficiente", diz Lisa Amini, diretora de pesquisa da IBM.
Ela faz a comparação entre os "bens" das cidades, como semáforos, trânsito, canos de água, e os bens das grandes empresas, para os quais os sistemas e programas da IBM foram desenvolvidos originalmente,
Cidadãos, não consumidores
Mas Townsend não está convencido de que a tecnologia pode ser transferida tão facilmente. "Governos não tomam decisões como negócios tomam. Cidadãos não são consumidores", diz.
A China está construindo dezenas de novas cidades e está começando a adotar enormes salas de controle como a que a IBM criou no Rio, bem ao estilo NASA.
Mas isso preocupa o pesquisador: "E se pessoas ruins tomarem o poder? Estamos criando capacidades que podem ser mal utilizadas?", questiona ele.
Cidades do futuro: você gostaria de viver em uma cidade inteligente?
Uma das principais tecnologias para dar inteligência a casas e cidades é a chamadaInternet da Coisas. [Imagem: ITU]
Tecnologia cidadã
Há um outro capítulo na história das cidades inteligentes, nesse caso escrito pelos cidadãos que usam aplicativos, sensores de fabricação própria, smartphones e a internet para cooperar com a resolução dos problemas da cidade.
Don't Flush Me é sistema simples formado por um pequeno sensor de fabricação amadora e um aplicativo que ajuda a resolver um dos maiores problemas do sistema hidráulico de Nova York: toda vez que a cidade é atingida por uma chuva forte, o esgoto sem tratamento acaba sendo jogado diretamente no rio. São milhões de metros cúbicos por ano.
Usando um processador Arduino, que mede o nível da água no sistema hidráulico, o sistema informa pelo aplicativo o momento em que não se deve dar descarga, a fim de não sobrecarregar o sistema.
Já a rede de sensores Meanwhile Egg alerta a população para as más condições da qualidade do ar, que a cada ano resulta na morte de 2 milhões de pessoas nas grandes cidades.
Os sensores são instalados por moradores, coletando dados sobre gases de efeito estufa, óxido de nitrogênio (NO2) e monóxido de carbono (CO).
Os dados alimentam um sistema que localiza em um mapa os níveis de poluição ao redor do mundo.
Envolver os cidadãos no processo de melhora da qualidade de vida das cidades é crucial, diz Andrew Hudson-Smith, diretor do Centro para Análise Espacial Avançada da University College de Londres.
Hudson-Smith e sua equipe criaram um painel que reúne dados da capital britânica. Assim como o centro de controle do Rio, o painel coleta dados de poluição, clima e do nível dos rios.
Mas o painel de Londres vai além e mostra os tópicos mais discutidos do Twitter e o nível de felicidade da população. O mesmo painel está disponível na internet.
Cidades do futuro: você gostaria de viver em uma cidade inteligente?
Ser as cidades inteligentes também quiserem ser limpas, falta determinar o que vai alimentar os carros do futuro. [Imagem: Green Car Initiative]
Cidadãos inteligentes
A realidade é que a maioria dos projetos de cidades inteligentes é de pequena escala, como as iniciativas de geração de energia solar ou programas de compartilhamento de transporte.
Para Hudson-Smith, "há muito alvoroço sobre as cidades inteligentes, mas ainda não há tecnologias que estão realmente mudando a vida das pessoas".
O pesquisador afirma, no entanto, que vivemos em um momento de mudanças e que, em cinco anos, as "coisas serão incrivelmente inteligentes".
Quando este dia chegar, a infraestrutura de dados se tornará tão importante quanto a infraestrutura de trens e estradas.
Se os dados serão controlados por grandes corporações ou pelos cidadãos é outra questão. Nesse caso, é bom pensar qual é a razão de existência das cidades, alerta Dan Hill, da empresa de pesquisa Fabrica.
"Não planejamos cidades para serem eficientes, mas sim para serem locais de cultura, comércio, uma comunidade", diz.
Na pressa para fazer as coisas funcionarem melhor, podemos estar prestes a perder um grande bem, avalia a pesquisadora: "Serão cidadãos inteligentes o que tornará as cidades inteligentes".
Cidades do futuro: você gostaria de viver em uma cidade inteligente?
Uma cidade ecológica em Portugal terá cérebro e sistema nervoso, com "neurônios" eletrônicos implantados em cada tijolo. [Imagem: Cortesia da New Scientist]
Cidade de sensores
Steve Lewis levou literalmente a sério a ideia de ajustar uma cidade como se ela fosse um carro de corrida, ao usar a tecnologia usada pela McLaren na Fórmula 1.
Assim como os sensores de carros de corrida alimentam em tempo real um painel de controle central, Lewis pensa em uma cidade repleta de sensores que também alimentam um centro de monitoramento.
A tecnologia já está sendo usada em cidades na China e no Brasil.
Mas o sonho de Lewis é construir uma cidade inteligente do zero. Ele já comprou terras em Portugal para a empreitada.
A cidade, que se chamará PlanIT Valley, vai ser uma vitrine das últimas tecnologias.
Tudo, desde os tijolos dos prédios, terá um sensor acoplado para fazer a cidade mais inteligente. Enquanto isso, no campo da mobilidade, pesquisadores no campo da robótica prometem drones capazes de entregar pizzas e correspondências, ajudando a reduzir o tráfego.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

PaRa REfLeTiR...

Pawel Kuczynski e suas ilustrações recheadas de sarcasmo.


O ilustrador polonês Pawel Kuczynski usa da boa e velha ironia para retratar a realidade atual, nas áreas urbanas e rurais, enfatizando as desigualdades social, político e cultural do mundo inteiro. 
À primeira vista, suas ilustrações podem parecer engraçadas, mas quando você se permite dar uma segunda olhada com mais atenção, elas realmente mostram sérios problemas do mundo de hoje. 
Nascido em 1976, Pawel é graduado na Academia de Belas Artes em Poznan. Em 2005, recebeu o prêmio "Eryk" da associação dos cartunistas poloneses, por obter um número recorde de prêmios em competições internacionais.

Confira: